Fazer um balanço de um ano inteiro é sempre um bico de obra... que vos posso dizer deste ano que passou?
Foi um ano recheado de bons livros, sugestões de amigos que se revelaram boas surpresas e algumas foram verdadeiramente surpreendentes.
Não vos vou dizer quais os livros que li durante todo o ano pois poderão consultar no blogue (irei actualizar a lista que está na página de leituras de 2013). Mas irei relembrar aqueles que mais me marcaram.
É difícil dizer qual o pior livro que li em 2013, pois não tenho nenhum que diga: "eh pá, não gostei mesmo nada disto!"
No entanto é fácil referir quais os que gostei mais, não tenho qualquer dúvida, apesar de ter gostado de muitos.
Pois é, o "1º lugar" vai para:
"O Livro do Novo Sol" de Gene Wolfe, que é composto por cinco volumes:
- "A Sombra do Torturador"
- "A Garra do Conciliador"
- "A Espada do Lictor"
- "A Cidadela do Autarca"
- "Urth do novo Sol"
Um livro que me fascinou, quer pela escrita genial, quer pelo mundo criado, quer pelos personagens. Um misto de fantasia e FC, que nos vai surpreendendo de página em página, de livro em livro. Nada do que parece é, chegamos a cada livro com a sensação de que tudo para trás não é, afinal, como pensámos que era!
Paralelamente Haruki Murakami também continua a deixar marcas positivas na minha estante, "O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo" está classificado como FC, mas sobretudo, na minha opinião, é a escrita deliciosa de Murakami que o transforma num dos eleitos de 2013. Também o "Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo" dá-nos a conhecer um pouco mais do escritor e do seu mundo interior.
Outra grande descoberta, deste ano que terminou, foi o escritor português Afonso Cruz. Dos três livros que li, destaco "Para onde vão os guarda-chuvas".
Também Harry Harrison com o seu livro "A oeste do Éden" tem um lugar cativo no topo da lista. Novamente a FC dos anos 60 no seu melhor.
Não quero deixar de referir um conjunto de escritores emergentes, dos quais li vários contos, e livros em leituras conjuntas e que merecem o seu destaque, falo de Anton Stark, Manuel Alves, Pedro Cipriano e Carlos Silva.
Para terminar é importante comentar que 2013 foi um ano de contos. Li bastantes contos e escritores fantásticos neste género literário.
Guy de Maupassant com os seus "Contos insólitos", nomeadamente o conto "O Horla"; Selma Langerlöf com o seu "O Livro das lendas" e agora no final do ano relembrei vários contos de Natal de Charles Dickens. Estes são apenas alguns dos exemplos mais relevantes.
Guy de Maupassant com os seus "Contos insólitos", nomeadamente o conto "O Horla"; Selma Langerlöf com o seu "O Livro das lendas" e agora no final do ano relembrei vários contos de Natal de Charles Dickens. Estes são apenas alguns dos exemplos mais relevantes.
Os contos, as histórias foram um marco extraordinariamente importante em 2013. A descoberta de uma nova forma de lidar com elas, que há muito tempo já admirava, remeteu-as para um primeiro plano na minha vida.
Após formação especifica, aceitei o desafio de me tornar contadora de histórias. Contar no papel já era normal para mim, mas agora estreei-me perante um público, frente a frente, olhos nos olhos e só vos digo que é absolutamente fantástico.
Foi no dia 21 de Dezembro, com a chegada do solstício de inverno que me estreei a contar duas histórias de Natal de dois autores que admiro bastante "Um cântico de natal" de Charles Dickens e "A lenda da rosa de natal" de Selma Langerlöf.
Resumindo, 2013 foi um ano cheio de coisas boas em termos de leituras, histórias e outras magias que se possam encontrar por aí espalhadas, à espera que as possamos descobrir.
Um muito obrigado a todos os que me ajudaram (não vou mencionar ninguém, porque os próprios sabem quem são), com bons conselhos e com amizade a realizar boas leituras e alguns sonhos.
foram











