Sinopse:
Nos seus livros de contos, onde se inclui O Livro das
Lendas, Selma Lagerlöf frequentemente confunde a fronteira entre sonhos e
realidade.
Este título publicado originalmente em 1908, é composto
pelos seguintes contos: “A Lenda de uma Divida”, “A Rapariga do Brejo Grande”,
“A Mina de Prata”, “A Lenda da Rosa do Natal”, “A Marcha nupcial”, ”O
Violinista”, “Uma Lenda de Jerusalém”, “Porque durou tanto o Papa” e “O Balão”.
Selma Lagerlöf apresenta neste livro um conjunto de contos
escritos de uma forma simples e natural, em que as lendas e o folclore das
regiões suecas se misturam com a vida diária das personagens, de uma forma
sublime.
São contos agradáveis de ler, escrita fácil mas cuidada que
relatam a vida em Vermlândia, província sueca onde Selma Lagerlöf passou a sua
infância. As personagens são bem construídas e muito bem enquadradas no meio
rural do início do século XX, revelando um misto de crença religiosa que se
interliga com as crendices populares de um mundo muito rural.
No entanto, todas as histórias têm por trás algo mágico, um
ténue véu que abre as portas ao mundo fantástico, deixando-o entrar de
mansinho.“E pensa em todas as velhas narradoras de contos que habitam nas cabanas cinzentas à entrada da floresta e que me contavam tantas histórias do Neck, dos feiticeiros e das virgens roubadas pelo Troll. Foram elas, sem dúvida, que me ensinaram a traduzir a poesia da dura montanha e da floresta escura” (Excerto do conto "A lenda de uma divida")
No prefácio da edição portuguesa (2012), Paulo Arinos refere o seguinte: “ O poder de sedução de Selma Lagerlöf não reside propriamente na descoberta e personalização desses impulsos eternos que escravizam os homens. Está, sim, na sua extraordinária intuição analítica. O homem moderno, na sua dolorosa complexidade, deixou de ser a encarnação específica desta ou daquela tendência. Produto de mil avatares, traz na vida obscura das células todos os compromissos imagináveis com as potências intermédias entre o bem e o mal. Disputado ao mesmo tempo por atavismos contraditórios, toda a sua tortura se resume na eterna oscilação entre os extremos que o solicitam e o tentam. É então que ele reclama a assistência dos espíritos superiores. Selma Lagerlöf, desvendando o mistério das grandes tendências e a cada uma dando uma realidade distinta, vem colocar o Homem diante de si próprio, não já no seu complexo intraduzível, mas nas peças fundamentais que formam o seu carácter Daí o fascínio com que a grande escritora vem exercendo sobre gerações e gerações.”
No prefácio da edição portuguesa (2012), Paulo Arinos refere o seguinte: “ O poder de sedução de Selma Lagerlöf não reside propriamente na descoberta e personalização desses impulsos eternos que escravizam os homens. Está, sim, na sua extraordinária intuição analítica. O homem moderno, na sua dolorosa complexidade, deixou de ser a encarnação específica desta ou daquela tendência. Produto de mil avatares, traz na vida obscura das células todos os compromissos imagináveis com as potências intermédias entre o bem e o mal. Disputado ao mesmo tempo por atavismos contraditórios, toda a sua tortura se resume na eterna oscilação entre os extremos que o solicitam e o tentam. É então que ele reclama a assistência dos espíritos superiores. Selma Lagerlöf, desvendando o mistério das grandes tendências e a cada uma dando uma realidade distinta, vem colocar o Homem diante de si próprio, não já no seu complexo intraduzível, mas nas peças fundamentais que formam o seu carácter Daí o fascínio com que a grande escritora vem exercendo sobre gerações e gerações.”











