Sinopse
Em pleno séc. XVI, a Inquisição lavra as terras de Inglaterra. Numa aldeia remota, um inocente amarrado à fogueira amaldiçoa todos aqueles que o condenaram à morte. As suas palavras acordam os espíritos da Natureza, e as gémeas Alaina e Leanora pressentem-no. Contudo, o que poderão fazer duas curandeiras para os deter? Além disso, ambas escondem um segredo que as poderá matar ‒ o seu próprio amor.
Desta autora, já tinha lido um pequeno conto Triste e Leda Madrugada no Fantasy&Co há uns tempos atrás, e sempre pensei ler mais, mas a oportunidade só surgiu agora numa leitura conjunta.
Uma coisa, desde já deve ser dita, para que não suscite dúvidas no resto do meu comentário. A autora escreve bem, apresentando uma escrita bastante cuidada em termos gramaticais e bastante fluída. Nada de pretensiosismos, nem de excessiva adjectivação, o que na maioria dos trabalhos dos novos escritores que têm surgido, não acontece.
A história não apresenta nada de novo, o tema é já conhecido, pois são inúmeras as obras históricas ou de ficção que retratam e apresentam este período da história do povo. A perseguição a quem era acusado de praticar actos de bruxaria ou seguidor de outro tipo de crenças, que não as instituídas pelo poder (normalmente a religião católica), foi durante muitos anos uma prática assumida em muitos países, sobretudo na Europa. Em todo o caso, a história das duas irmãs está bem desenvolvida e interessante com um final muito bem atingido.
No entanto há um conjunto de pormenores que não consigo deixar de os apontar, no sentido de uma critica mais construtiva e não num sentido depreciativo do conto.
Um deles prende-se com o espaço temporal em que decorre a história.Toda a acção passa-se em 6 dias, e nesses dias acontece tanta coisa e com tanta intensidade que me parece completamente forçado. O bebé que perde os pais num fogo, salvando-se miraculosamente, no dia seguinte está feliz e contente na feira (eu sei que os bebés têm um poder muito grande de adaptação às novas realidades, mas...), por outro lado o "irmão" carinhoso passa a .... (não quero spoilar) no mesmo período de tempo, sendo que em metade desses dias consegue pensar na ideia, prepará-la e agir.
As duas irmãs são muito mais do que simples curandeiras, pois no desenvolvimento da história e mesmo no final, elas são capazes de feitos extraordinários, demonstrativos do poder que têm e que conseguem conjurar, mas neste caso porque elas surgem como mulheres tão frágeis, tão inseguras? Pelo menos a mim é esta a sensação que me transmitiram durante todo o conto.
Até pela relação que têm entre elas, que a mim não me chocou, por tudo aquilo que encerram dentro de si e que culmina no desenlace final, elas deveriam ser mulheres fortes, maduras, capazes de dobrar os céus a seu favor.
De qualquer forma, lê-se muito bem e irei certamente ler mais contos da Carina.
Para quem quiser ler este conto, porque vale a pena, pode encontrá-lo aqui:
https://www.smashwords.com/profile/view/letoofthecrows
A história não apresenta nada de novo, o tema é já conhecido, pois são inúmeras as obras históricas ou de ficção que retratam e apresentam este período da história do povo. A perseguição a quem era acusado de praticar actos de bruxaria ou seguidor de outro tipo de crenças, que não as instituídas pelo poder (normalmente a religião católica), foi durante muitos anos uma prática assumida em muitos países, sobretudo na Europa. Em todo o caso, a história das duas irmãs está bem desenvolvida e interessante com um final muito bem atingido.
No entanto há um conjunto de pormenores que não consigo deixar de os apontar, no sentido de uma critica mais construtiva e não num sentido depreciativo do conto.
Um deles prende-se com o espaço temporal em que decorre a história.Toda a acção passa-se em 6 dias, e nesses dias acontece tanta coisa e com tanta intensidade que me parece completamente forçado. O bebé que perde os pais num fogo, salvando-se miraculosamente, no dia seguinte está feliz e contente na feira (eu sei que os bebés têm um poder muito grande de adaptação às novas realidades, mas...), por outro lado o "irmão" carinhoso passa a .... (não quero spoilar) no mesmo período de tempo, sendo que em metade desses dias consegue pensar na ideia, prepará-la e agir.
As duas irmãs são muito mais do que simples curandeiras, pois no desenvolvimento da história e mesmo no final, elas são capazes de feitos extraordinários, demonstrativos do poder que têm e que conseguem conjurar, mas neste caso porque elas surgem como mulheres tão frágeis, tão inseguras? Pelo menos a mim é esta a sensação que me transmitiram durante todo o conto.
Até pela relação que têm entre elas, que a mim não me chocou, por tudo aquilo que encerram dentro de si e que culmina no desenlace final, elas deveriam ser mulheres fortes, maduras, capazes de dobrar os céus a seu favor.
De qualquer forma, lê-se muito bem e irei certamente ler mais contos da Carina.
Para quem quiser ler este conto, porque vale a pena, pode encontrá-lo aqui:
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